O que é uma sacerdotisa?
A Sacerdotisa é uma embarcação da Eternidade; uma serva da Deusa, da verdade, da beleza, da sabedoria, e um canal do Amor. Ela é uma mulher consciente de sua feminilidade e do poder da deusa em seu templo do corpo. Ela é uma ativista espiritual fazendo o trabalho do Divino no mundo. Uma candidata, uma mística, uma poetisa, uma dançarina, uma amante, uma guerreira, uma mãe, uma feiticeira, uma anciã.. A Sacerdotisa permite que todos os caminhos da Senhora de viver nela. Ela é a força revolucionária de bondade e compaixão, força e coragem.

Dançando com os elementos, ela pratica o amor-próprio como uma devoção à Deusa. Ela escuta. Ela responde. Ela é, em movimento.. De sua conexão com a Fonte, ela é um farol de espírito, e alma, irradiando bênçãos ao seu redor e anima qualquer ser que entra em contato com ela.

Todos somos artistas de nossas vidas, e a Sacerdotisa é treinada para a arte de serviço devocional e de cura. Ela está enraizada em sua relação interna com o Espírito e, a partir daí, pode fazer um trabalho que tem o potencial de inspirar o mundo. A sacerdotisa pode ser uma curandeira, uma mãe dona-de-casa, uma professora, uma CEO, uma eremita; a expressão particular de seu serviço é tão única quanto cada mulher da Jornada. Quando uma mulher recupera esse arquétipo, ela entra na intimidade leve relacionada aos poderes de co-criação em nossas vidas. Ela liberta-se da mente domesticada patriarcal e se rende propositalmente nos confins do seu coração, deixando sua autêntica natureza guiá-la.

Uma das expressões da Deusa é: “Aquela que ouve os gritos do mundo”. A Sacerdotisa ouve estes gritos através de seu chamado, ela sente-os em seu corpo, ao qual estão indelevelmente gravado em suas células. A Sacerdotisa possui um senso inato de responsabilidade – literalmente a “capacidade de respondê-los” – que a motiva a uma vida voltada ao servir deste propósito. Ela cultiva a sua Vida como uma praticante mística, baseada em sua escolha profunda de co-habitar plenamente com sua natureza feminina. A Sacerdotisa é um pilar de apoio e um cálice de orientação relacionada aos capítulos seguinte da história da Humanidade.

A jornada da Sacerdotisa é uma marcante viagem de crescimento pessoal e evolução espiritual. Este caminho irá abrir o portal do seu coração, aprofundar seu conhecimento e expandir a sua realidade perceptiva da vida. Nós podemos desenvolver relação com a natureza de tal forma a realizar, plenamente, nossa corporificação deste reino. É neste sentido que a verdadeira magia acontece.

Uma sacerdotisa é, no mínimo, uma mulher que oficia ritos sagrados.. Ela atende às necessidades espirituais da comunidade, da Humanidade como um todo a partir de seu trabalho.

As sacerdotisas do passado observavam cuidadosamente os ciclos, padrões e ritmos da natureza e da realidade cósmica. Em sintonia com os ciclos da terra, elas honravam a Grande Mãe Gaia (Terra), A Grande Deusa, realizando rituais sagrados em determinadas épocas do ano relativas aos trânsitos dos astros.  Elas conheciam profundamente a Terra (a grande Mãe) e o Céu (o grande Pai), pois reconheciam em si ambos os pólos de energia. Consideravam o poder interno que ligava o Céu e a Terra dentro de cada uma, primeiramente. As mulheres eram percebidas como uma personificação da Grande Mãe, A Grande Deusa, e eram profundamente reverenciadas, honradas e celebradas haja vista que, assim como a Terra, as mulheres também são capazes de gerar, sustentar e transformar vidas dentro de si. Já em tempos remotos, sacerdotisas Sumerianas, Egípcias, Gregas, Romanas, Pré-incas e sacerdotisas de outras civilizações ancestrais das Américas central e do sul, bem como sacerdotisas de diversas localidades na Europa, como os Druidas, viveram em templos sagrados ministrando e realizando rituais abertos, porém ocultos. Elas também adoravam a Grande Mãe, a Deusa em Suas inúmeras formas e manifestações, em seus diversos Arquétipos do Feminino Sagrado. As sacerdotisas também atendiam às necessidades espirituais de suas comunidades e por esta razão, também, eram bastante reconhecidas e adoradas.  Assim como ocorrido no fim de uma civilização remota, presente há aproximadamente 13.000 anos atrás, os homens, novamente, começaram a temer o poder das sacerdotisas e dos círculos femininos liderados por elas, muitas vezes de forma secreta. Por essa razão e influência, as práticas espirituais e místicas naturais das sacerdotisas começaram a serem vistas como más e perigosas. Seu poder, muito mal compreendido, passou a ser reconhecido como uma força sombria que precisava, necessariamente, ser reprimido. Diante desse contexto, milhares de sacerdotisas foram perseguidas, mortas por suas crenças e práticas espirituais, e desacreditadas em sua Verdade.. Aquelas que conseguiram escapar da morte, fugiram de seus templos sagrados e se esconderam.

Hoje, diante deu um longo período marcado pelo patriarcado, sacerdotisas estão emergindo novamente para curar o mundo. Elas trazem para os tempos atuais a antiga sabedoria, rica em profundidade e capaz de integrar os ensinamentos espirituais do passado ao momento presente. A Sacerdotisa da atualidade não precisa ficar confinada nas florestas e templos.. Ela flui e se adapta, podendo ter uma vida social familiar e laboral convencional - apesar de ser, no fundo, uma mulher nada convencional. Ela mantém sua profunda essência feminina, e tem como missão ajudar a trazer à fruição do poder vital espiritual do "praticamente" esquecido Divino Feminino. Intuitivamente, ela é ciente de que não se é necessário uma conversão a um matriarcado, mas uma transformação mais completa e mais harmoniosa para o mundo a partir das duas polaridades energéticas (Yin e Yang). Uma sacerdotisa moderna direciona sua energia para a restauração de um equilíbrio natural e harmonioso entre os sexos, gêneros e diversos tipos de manifestação dessas polaridades. Tecendo sua essência fluida e dinâmica com a energias do masculino sagrado, ela ajuda a florescer e ressuscitar a União e a Harmonia Sagrada no planeta.

As mulheres que escolheram trilhar o caminho da sacerdotisa, responderam a um chamado Interior  particular profundo. Ouvindo-o e materializando, apaixonadamente, o antigo chamado da Grande Mãe. Chega um momento em que cada coração sabe, com a mais absoluta certeza, de que … sim, é isso … O trabalho que devo fazer está ligado a Ela, que reside dentro de Mim… Este é o motivo pelo qual encarnei neste momento! Quão abençoado é ter, tão claro, o seu propósito de vida.. Dito isto, também me sinto compelido a compartilhar o caminho da sacerdotisa, que embora seja ricamente recompensador, não é um caminho fácil. É uma jornada que exige integridade profunda e tremenda dedicação.

Com coragem e graça, uma sacerdotisa moderna percorre as contínuas subidas e descidas da espiral da Vida. E o trabalho profundo interior e constante é uma obrigação. Confrontar-se, limpar-se e curar -se de feridas passadas, transcendendo a cada dia e esvaziando-se energicamente daquilo que não serve mais ao seu uso e propósito é essencial.. Voltando-se para os reinos internos, através de momentos tranquilos de reflexão, oração, meditação… Dessa forma, se permitindo “ver” e “sentir” sua Verdade mais claramente. São trabalhos duros e perseverantes que trazem grandes recompensas. Logo a mulher que sentiu o chamado começa a se reconhecer como uma expressão única do rosto da Mãe Divina. Ela aprende a valorizar e honrar profundamente sua própria feminilidade. Ela se torna um cálice sagrado, capaz de manter um lugar sagrado para toda a humanidade.

Uma sacerdotisa se dedica a servir à beleza, ao amor e ao Espírito por toda a sua vida. Ela aprende a  se sintonizar e a trabalhar de maneira sagrada com todas as energias ao seu redor, principalmente com as energias da natureza e dos elementos. Como uma dança fluida, de fluxo e refluxo, uma sacerdotisa trabalha apaixonadamente para elevar a vibração do nosso mundo físico, impregnando-o de sacralidade. Iluminando tudo ao seu redor, experimentando o mundo com grande alegria.. Principalmente a realização de cerimônias e rituais de inspiração divina. Freqüentemente comparada a um xamã, ela é capaz de se posicionar entre os mundos visível e invisível, residindo e operando entre as duas dimensões. Uma Alta Sacerdotisa trabalha com frequências de energia ainda mais refinadas e sutis. Arquetípicamente falando, ela se torna uma emissária direta do Divino Feminino representado aqui na Terra.
    

Texto adaptado por mim, a partir da tradução literal presente nesta fonte.